Por que e para que escrevemos?
Não há uma resposta apenas. Escrevemos por diversos motivos. Para nos comunicar, para nos expressar, para sublimar nossas dores, nossas solidões, nossas frustrações. Para protestar, para criticar, para denunciar, imaginar e sonhar.
Os motivos são muitos, inclusive por vaidade, para mostrar que somos inteligentes, criativos e cultos. Para quem sabe, ficarmos famosos e ricos, como aconteceu com Paulo Coelho, como J. K. Rowling.
E, até mesmo, para nos tornamos imortais...
E, até mesmo, para nos tornamos imortais...
Acredito que pensar no porquê não importa, e também que não é vergonhoso pensar em ganhar dinheiro e ficar famoso com a Literatura. O que importa é não adoecer por conta de um sonho. O que importa é não fazer da Literatura uma obsessão, como eu fiz e agora estou desfazendo.
Roberto Pivva, um grande poeta paulistano, disse numa entrevista que não perde muito tempo da vida escrevendo. A vida é mais importante que escrever poesia.
Em sua fala há um não-dito muito forte. Ele perdeu muito tempo da vida com poesia? Parou de perder quando tomou consciência de que perdia muito tempo com poesia? Muito provavelmente ele percebeu que não podemos endeusar a Literatura, que há coisas mais importantes na vida.
Hoje faço o máximo possível para escrever, publicar, divulgar e esperar pouco. Aprendi a valorizar mais os outros ganhos na minha vida do que aquilo que não ganhei e ganho com a Literatura.
Portanto, meus amigos, equilibre. Valorize todos os seus ganhos; escreva, sim; divulgue-se, faça e tente de tudo, mas, não espere muito. Prefira deixar as coisas acontecerem.
A vida, como diz o poeta, é muito grande para perder tempo com poesia....


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