sábado, 18 de abril de 2020

Como não dar seu livro de graça...

Muitas vezes queremos mostrar nossos livros para alguém que acabamos de conhecer ou que já conhecemos faz tempo.

Quando fazemos isto muitas vezes nem queremos vender um exemplar, mas comunicar por algum motivo qualquer.

Então, de repente a pessoa pega o livro, olha e quer ler. E como você não falou em preço nem nada, muitas dizem:

- Eu posso levar para casa, para ler? Depois te devolvo...

Comigo já aconteceu isto diversas vezes. É algo que a gente não consegue entender. Será que a pessoa acreditou, com a minha abordagem, que eu queria dar de graça um exemplar para ela?

Será que não passa na cabeça da pessoa que ali houve um investimento? Que ela acredita que um editor investiu e deu vários exemplares para o autor sair distribuindo de graça por aí?

Geralmente elas nos pega desprevenidos. Geralmente não sabemos dizer ei, não posso, como vou vendê-lo depois, uma vez que será usado? Como venderei algo que já foi usado?

Quando isto acontece com frequência, até paramos de mostrar nossos livros para conhecidos e até mesmo amigos. Chega um momento que você prefere esconder seus livros que exibí-los.

Ora, para você continuar mostrando seus livros para pessoas que você acabou de conhecer ou que conhece há tempos, vai aqui algumas dicas:

1. Coloque o preço no livro. Compre aquelas etiquetas, escreva o valor e grude na capa. Toda vez que você mostrar seu livro para alguém ficará claro que se trata de um produto, e que portanto, tem um custo. 

2. Se mesmo assim a pessoa perguntar se pode levar seu livro para casa para ler, que o devolverá um dia, diga que não pode, porque você precisa vendê-lo; como você vai vender algo que já foi usado?

3. Se a pessoa se ofender, explique, pois, para esse tipo de pessoa não está claro na cabeça dela que houve muito investimento de sua parte.

4. Diga que ela pode levar e te pagar depois, caso não tenha dinheiro naquele momento. Reforce que o livro teve um custo para você.

Enfim. É muito frustrante quando alguém leva embora um exemplar seu sem receber nada em troca. É um dinheiro que vai. É o mesmo que você dar dez, vinte, trinta reais assim para alguém, de graça.

Ou seja: não é legal. Não é bom...

Glauber da Rocha, fundador da Academia do A
utor.


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